sábado, 4 de junho de 2011

28 fachadas de chalés e casas de madeira

A madeira traz em si a própria natureza: seus veios exibem as marcas da vida pulsante, as diversas cores e a percepção tátil nos remetem a uma sensação ancestral de aconchego. Em refúgios feitos desse material, nos sentimos acolhidos, aquecidos. Estas 28 fachadas de chalés e casas de madeira são sonhos que se tornaram realidade. Elas mostram um modo de como interagir com o entorno, respeitando-o ao fazer uso de madeira certificada. Se esse é também o seu sonho, está esperando o que para mergulhar nesta galeria? E se você procura por casas na cidade para escolher como será a sua, nós selecionamos 25 opções.


Em meio a cedros e araucárias, esta cabana foi inspirada nas construções típicas da região, no vale do Itajaí, Santa Catarina. Os pilares são troncos de eucalipto e guarantã encaixados com pinos metálicos nas fundações de concreto armado, e todo o resto do madeiramento é eucalipto e pínus de reflorestamento, sem tratamento químico – totalmente natural. Projeto de Oscar e Rosangela Werner Petersen.


Esta moradia de 570 m² abriga os 20 familiares, que viajam em caravana para o refúgio do interior do Paraná assim que o frio chega. Sem energia elétrica (mas com sistema a gás para aquecer a água), a casa foi feita de pínus certificado, protegido com óleo de linhaça, e árvores caídas na mata. Mantas térmicas no interior das paredes duplas de madeira e no telhado deixam os ambientes quentinhos. A deslumbrante vegetação nativa do entorno dispensou um projeto de paisagismo. Projeto de Gabriel Kalili e Fernando Freitas.


Diversas espécies de madeira se encontram neste imponente refúgio de 1 250 m²: freijó em esquadrias e divisórias com brises, pequiá no telhado e em troncos esculpidos que embutem os pilares metálicos e ipê no deque junto à piscina. Sob os pés, a encantadora colagem de réguas de ipê, cedro, peroba, jatobá e outras madeiras de demolição forma o piso multicolorido e resistente. Como a casa é solta do chão, os ambientes ficam livres da umidade vinda do solo. Projeto de Cadas Abranches.


O desejo era a integração com o entorno, além de conforto térmico. Por isso, a escolha do vidro e da madeira. A moradia de 184 m² na região serrana do Rio de Janeiro foi construída 2,10 m acima do solo, sobre pilotis de eucalipto. A varanda com piso de ipê prolonga-se pela lateral da cozinha e, de onde quer que se esteja, é possível vislumbrar a magnífica paisagem. Projeto de Cydno Silveira e Maria Estela Rocha Ramos.



A log home de pínus ficou pronta em quatro meses e realizou o sonho de seus proprietários. As toras são encaixadas na horizontal, criando uma estrutura de distribui por igual o peso do telhado, feito de uma composição de eucalipto e telhas de pínus. A escolha do pínus se deu por a espécie ser uma madeira ecologicamente correta (reflorestamento) e de baixa densidade, o que significa que tem menos chances de enpenar, estalar ou trincar do que madeiras nativas. Acompanhamento de Luiz Fernando Bressan.


Com 126 m², esta casa de praia no litoral norte de São Paulo foi construída em uma clareira para evitar a derrubada de árvores nativas da mata Atlântica. Na fachada, a madeira se soma a blocos de granito, cortados e assentados de modo irregular. Foram eleitas duas espécies de reflorestamento: a estrutura é de toras roliças de eucalipto, e as paredes, de tábuas de pínus com encaixe macho-e-fêmea, garantindo uma vedação perfeita. As madeiras receberam tratamento em autoclave e uma camada de stain semitransparente. Projeto de Maria Inês de Toledo Cesar e Rubens Tiezzi.


Como uma janela para o mar, esta construção se divide em dois módulos que somam 44 m²: um abriga quarto e banheiro, e o outro, sala, cozinha e varanda. Os bangalôs de pínus de reflorestamento foram organizados sobre uma base de concreto moldada no terreno, respeitando o declive do lote no litoral catarinense. Projeto de Giovani Bonetti e Tais Adriana Marchetti Bonetti.



Com ares de cabana chique e moderna, a casa de 120 m² no balneário de Punta del Este, no Uruguai, se mimetiza ao bosque, quase camuflada por paredes de pínus escurecido com uma mistura de tinta preta e stain, grandes aberturas de vidro e uma generosa varanda. O volume que embute a churrasqueira é de blocos grandes de granito cinza bruto. Por fim, a idéia de erguer a morada 60 cm acima do chão foi essencial para o belo resultado, atendendo ao desejo de leveza e imersão na natureza. Projeto de Martin Gomez.


Três premissas nortearam este projeto: obra rápida, execução condicionada às dificuldades do lote e custo baixo. A solução veio em módulos suspensos sobre pilotis, evitando que a umidade danificasse o OSB, painel de fibras de espécies de reflorestamento, como pínus e eucalipto, além de resíduos de madeira. Erguida em três blocos para evitar o desmatamento do terreno, a casa de 62 m² em Paraty, Rio de Janeiro, tem pisos e paredes planejados de acordo com as dimensões das chapas, o que garantiu um trabalho limpo e sem desperdício. Projeto de Ana Vidal e Silvio Sant Anna.


Pré-fabricada, esta casa de madeira de 134 m² nos arredores de Belo Horizonte se diferencia por sua varanda em ângulo, que acompanha o desenho da área social. As telhas de concreto, pintadas de verde, fazem um contraponto com as paredes, cobertas de branco. Portas e janelas de grandes proporções aproveitam a luz natural. Projeto de Marta Duque e Regina Linhares.


Transparente e com o arcabouço de madeira à mostra, esta cabana de 54 m² em São Sebastião, no litoral paulista, foi organizada em múltiplos de 3 m: ambientes e painéis, tudo mede 1,50 m, 3 m ou 6 m, recurso que simplifica e agiliza a obra. Erguido com madeira sobre um porão de alvenaria, o refúgio fica afastado da umidade do solo. Projeto de Enzo Grinover.


Esta romântica cabana de 69 m², em Campos do Jordão, São Paulo, possui soluções rústicas, como telhado de duas águas, blocos de granito irregular, tijolos pintados e estrutura de toras de eucalipto. As paredes são de tábuas e receberam um acabamento chamado costaneira. São toras cortadas, que disfarçam as emendas e dão volume à divisória. Painéis para vidro em três fachadas trazem mais luminosidade ao interior e concedem aos moradores uma bela vista da mata do entorno. Projeto de Toledo, Tiezzi Arquitetos.


A casa de 106 m² foi construída em um fundo de vale na serra fluminense, Rio de Janeiro, implantada entre duas árvores nativas. Inspirada nas log homes, apresenta as paredes de toras de eucalipto, e o telhado de ardósia reforça o aspecto rústico. Tudo fica sustentado por uma base de pedra-madeira, evitando o contato direto dos troncos com a umidade do solo. Esquadrias do tipo guilhotina reforçam o ar simples da moradia. Projeto de Antonio Cláudio de Souza Leite e Felipe Lobão Arquitetos Associados.


Inspirada nas log homes, esta cabana de 255 m² em Campos do Jordão, São Paulo, teve algumas adaptações: em vez do formato roliço do eucalipto reflorestado, optou-se pelas tábuas retangulares de itaúba. O material recebeu cupinicida quando chegou ao canteiro e, após a montagem, óleo de linhaça, que o protege do ressecamento. Taubilhas formam o telhado e, antes de serem assentadas, também receberam tratamento contra cupins. Projeto de Kristina Ramenzoni.



No refúgio de 250 m² construído em Campos do Jordão, São Paulo, predominam o aconchego da madeira e a transparência dos panos de vidro, emoldurado por caixilhos de freijó, que não empenam. Pilares de jatobá garantem resistência à estrutura. As pedras, compradas na região, enfatizam o caráter natural da moradia. Beirais de até 5 m formam varandas cobertas, protegidas da chuva e do sol. Projeto de Mauro Munhoz, com colaboração de Walter Maximiliam Gosslar.


O formato peculiar da casa de 323 m² no interior de São Paulo foi a maneira encontrada de respeitar ao máximo o terreno levemente inclinado. O cuidado com o meio ambiente também se traduz na escolha de materiais. A construção reúne três tipos de madeira, todos de reflorestamento: o eucalipto autoclavado entra na estrutura e no piso; o pínus, que recebeu o mesmo tratamento, está nas paredes e no forro; e o angelim compõe bancadas e esquadrias. A casa não ficou escura graças aos janelões de vidro. Projeto de José Augusto Conceição.


Erguido em Paraty, no litoral carioca, este bangalô de 80 m² teve de se adaptar à geografia local. Assim, a construção ficou elevada, fincada na terra sobre pilares de canela-preta, o que a deixa longe da umidade e com melhor ventilação. Os grandes beirais protegem a madeira das chuvas e ainda resguardam as numerosas janelas – em todas as laterais, elas deixam a casa inteira aberta, em comunhão com a mata. Projeto de Mauro Munhoz.


Apesar de ter sido concebido nos moldes das log homes, o chalé de 285 m² ganhou um ar contemporâneo ao combinar paredes de alvenaria e generosas aberturas com a madeira. Os troncos de eucalipto foram tratados quimicamente contra cupins e fungos. Entre eles, uma espuma de vedação evita o surgimento de fendas. A torre de pedra abriga a lareira. Projeto de James Lawrence Vianna.


Localizada na Serra Gaúcha, a morada de 175 m² fundiu tradição e modernidade. Apesar das linhas retas, ela respeita o legado dos imigrantes europeus na seleção de materiais: a madeira grápia recebeu tratamento com stain, para ficar protegida do sol e da umidade. Como contraponto, os tijolos ficam aparentes em detalhes, como na chaminé e em algumas paredes. A parcimônia no uso do telhado inclinado é compensada com as telhas de alumínio, outro hábito local. Projeto de Paulo Cesa Filho, com colaboração de Maria Fernanda Sanchez Cesa, João Luiz Petrucci e Luíza Kroeff.


A pré-fabricada de madeira ganhou vida ao atender os desejos dos proprietários, como portas e janelas amplas. Paredes no tom goiaba contrastam com o verde-escuro das esquadrias, pintadas com tinta esmalte fosca. As varandas são grandes o suficiente para acolher refeições ao ar livre e têm guarda-corpo pintado de branco. A escolhida para o piso foi a pedra são tomé, a mesma da escadaria. Projeto de Clécio Magalhães do Vale e Ivar Siewers e execução da Casema.


A vida caiçara serviu de inspiração para esta casa de praia de 56 m², no litoral paulista. A estrutura de jatobá suspensa sobre blocos de concreto afasta a umidade. Na fachada, venezianas de madeira ajudam a refrescar. Janelas e portas envidraçadas, que revelam a paisagem local, são protegidas da chuva pelos largos beirais da cobertura. Para economizar espaço, deques e varandas servem à circulação. Projeto de Eduardo Martins de Mello.


A mistura de materiais rústicos e industrializados, como blocos de concreto na parte inferior e réguas de pínus e telhas de aço galvanizado na porção superior, garante a esta casa de 300 m² um aspecto rústico, além de ter tornado a obra eficiente e econômica. Os pergolados na face oeste regulam as entradas de luz e calor. E uma curiosidade: as réguas e os painéis de madeira que compõem as paredes de cima são pregados, podendo ser desmontados e reutilizados. Projeto de Mauro Defferrari e equipe.


O chalé de 171 m², em Canela, Rio Grande do Sul, seguiu uma versão rústica do estilo colonial americano: ele foi erguido conforme um sistema construtivo chamadowood frame. Trata-se de uma simplificação das pré-fabricadas atuais, na qual os sarrafos da armação são colocados na vertical, a cada 50 cm. Depois, são encaixadas as peças horizontais e é feita a cobertura. Por fora, a madeira roxinho recebeu pinceladas de stain, acabamento que deixa a superfície com aspecto natural, sem brilho. Projeto de Alberto Fedosow Cabral.


Inspirado nas linhas modernas do trabalho do famoso arquiteto Lúcio Costa, este refúgio de veraneio de 130 m², na serra fluminense, Rio de Janeiro, exibe charme e rusticidade com materiais da região. A estrutura, leve e solta do chão, é de eucalipto, assim como a fachada. A cobertura de telhas de fibrocimento é intercalada em alguns trechos por vidro temperado para levar luz ao interior. O deque é de ipê. Projeto de James Lawrence Vianna.


Preservar a natureza e reciclar matéria-prima foi a preocupação dos proprietários deste chalé de 91 m², na serra da Bocaina, São Paulo. Nove toras de aroeira, de antigos postes telefônicos, formam a estrutura da casa. Já as paredes são de pínus reflorestado. Os caixilhos sobraram de uma demolição e ficaram guardados à espera de serem usados. A coloração da madeira das paredes é outra curiosidade: resulta da aplicação de uma mistura de óleo diesel e óleo lubrificante. Projeto de Patrícia Toth.


Cravado na bela paisagem da serra da Bocaina, São Paulo, o refúgio de 95 m² é sustentado por colunas de eucalipto apoiadas no declive do terreno. Toras de aroeira reutilizadas e deques e esquadrias de pínus reflorestado estruturam a casa e demonstram sua vocação ecológica. Para arrematar, a cobertura com telhas de fibra vegetal na cor verde confunde o chalé com o entorno. Projeto de André Guidotti.


Erguido originalmente em 1978 e restaurado em 1999, este sítio nos arredores da capital amazonense mantém suas feições originais. Foi construído sobre imensos pilares de madeira e quase sem paredes. Assim, não há barreiras para a vista, e a casa fica afastada dos bichos da mata. Na reforma, o telhado, coberto com cavacos, recebeu uma versão atualizada desse material: telhas de pínus, tratadas contra cupins e fungos. Projeto de construção de Severiano Porto e reforma de Roberto Moita.


Uma construção simples e simétrica, cuja obra foi fácil e rápida. Erguido com madeira e alvenaria, este chalé de hóspedes remete a um contêiner. Em apenas três meses, ergueu-se o refúgio de 40 m² pousado sobre o solo. O pínus tratado em autoclave compõe a estrutura e reveste as paredes de alvenaria. Projeto de Carmela Vecchi.

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